RELEMBRAR SEMPRE É BOM!!!
Expedição Monte Verde / MG
OVERLAND 4x4
Adventures & Expeditions
terça-feira, 20 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
São Pedro - SP
Conhecida por suas belezas naturais e bordados, São Pedro, a 180 Km da capital, situa-se na encosta da Serra de Itaqueri, garantindo aos visitantes ótima opção de lazer e descanso, esportes de aventura e ecoturismo.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Porto Feliz, SP: Rica em História, Cultura, Lazer e Receptividade
Porto Feliz teve um papel significativo no processo de colonização do território nacional. Partindo de seu antigo porto natural, as expedições fluviais de comércio e povoamento, também conhecidas como Monções, extrapolaram os limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas para que o país ganhasse suas dimensões atuais.
ORIGEM DE PORTO FELIZ Remonta ao Séc. XVII a origem da cidade de Porto Feliz. Segundo fontes históricas, foi à margem esquerda do Rio Anhemby - atual Tietê - que Antonio Carlos Cardoso Pimentel iniciaria no ano de 1.693, a fazenda que deu origem ao povoado. Denominado como Araritaguaba, "local onde as araras bicam as pedras" ou "araras que comem pedras", recebeu esse nome em função da existência de um paredão salitroso às margens do rio.
Esse pequeno povoado teve como base de sua economia a agricultura de subsistência até a descoberta de ouro em Mato Grosso (1719) e em Goiás (1725), tornando-se o Porto de Araritaguaba, o ponto de partida paras as expedições rumo a esses estados.
Vale lembrar, que naquela época, uma distância que percorremos em poucas horas, pelo leito do rio era percorrida em dias, semanas ou até meses, agravada pela falta de informação, ataques indígenas e doenças como malária e febre amarela. Quando de retorno, após cumprida a missão, a felicidade era geral ao se avistar de longe o porto de regresso. Daí o nome Porto Feliz.
Monções - Do árabe: vento e estação do ano em que se dá determinado fato. No caso, esse termo foi adotado para definir as expedições realizadas em determinados meses do ano, cujos ventos eram propícios à navegação, realizadas por batelões, barcos de madeira a remo.
Diferetes das Entradas e Bandeiras, as Monções eram missões pacíficas.
Porto Feliz em Foco
Pintura ao Teto da Igreja Matriz - Por Di Giusti
Curiosidade: Os anjos pintados ao teto, retratam os rostos das crianças da época que frequentavam à igreja.
Detalhe na pintura dos azulejos no interior da Igreja Matriz: Imortalizada a DKW de Valdemar Pelegrini (meu pai) fielmente retratada.
Porto Feliz não é só história. É Off Road também!
ORIGEM DE PORTO FELIZ Remonta ao Séc. XVII a origem da cidade de Porto Feliz. Segundo fontes históricas, foi à margem esquerda do Rio Anhemby - atual Tietê - que Antonio Carlos Cardoso Pimentel iniciaria no ano de 1.693, a fazenda que deu origem ao povoado. Denominado como Araritaguaba, "local onde as araras bicam as pedras" ou "araras que comem pedras", recebeu esse nome em função da existência de um paredão salitroso às margens do rio.
Esse pequeno povoado teve como base de sua economia a agricultura de subsistência até a descoberta de ouro em Mato Grosso (1719) e em Goiás (1725), tornando-se o Porto de Araritaguaba, o ponto de partida paras as expedições rumo a esses estados.
Vale lembrar, que naquela época, uma distância que percorremos em poucas horas, pelo leito do rio era percorrida em dias, semanas ou até meses, agravada pela falta de informação, ataques indígenas e doenças como malária e febre amarela. Quando de retorno, após cumprida a missão, a felicidade era geral ao se avistar de longe o porto de regresso. Daí o nome Porto Feliz.
Monções - Do árabe: vento e estação do ano em que se dá determinado fato. No caso, esse termo foi adotado para definir as expedições realizadas em determinados meses do ano, cujos ventos eram propícios à navegação, realizadas por batelões, barcos de madeira a remo.
Diferetes das Entradas e Bandeiras, as Monções eram missões pacíficas.
Porto Feliz em Foco
Pintura ao Teto da Igreja Matriz - Por Di Giusti
Curiosidade: Os anjos pintados ao teto, retratam os rostos das crianças da época que frequentavam à igreja.
Detalhe na pintura dos azulejos no interior da Igreja Matriz: Imortalizada a DKW de Valdemar Pelegrini (meu pai) fielmente retratada.
Porto Feliz não é só história. É Off Road também!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Vale do Itararé - Itararé - SP
História
Itararé situa-se em uma área conhecida como Campos de São Pedro, que vai do rio Verde até o rio Itararé, que dá o nome ao município.
Itararé em tupi-guarani significa "pedra que o rio cavou", pois o rio Itararé corre em um leito rochoso que foi sendo desgastado pela correnteza formando altos paredões, grandes cachoeiras e belas grutas.
Inicialmente habitado por índios Guainazes, tornou-se ponto conhecido de bandeirantes, exploradores, jesuítas e estudiosos, firmando-se como um dos pontos de descanso dos tropeiros que convergiam do sul levando animais para a feira de Sorocaba pelo conhecido Caminho das Tropas.
A Barreira de Itararé, é o ponto onde o rio se estreita e suas margens se unem, o que fornecia aos viajantes uma passagem natural, evitando um rio caudaloso e perigoso de atravessar. O rio foi estabelecido como divisa entre as vilas de Sorocaba e Curitiba, então Quinta comarca de São Paulo, que com sua emancipação em 1853, tornou Província do Paraná, passando o rio Itararé a ser a divisa.
A organização do município teve início em 1725 com a doação de 3 sesmarias com o propósito de povoamento e desenvolvimento da agricultura e criação. As 3 propriedades acabaram na mão de um mesmo dono, que registrou a propriedade como "Fazenda de São Pedro" em 1836. Com o desmembramento constante da propriedade, no ano de 1879 um dos fazendeiros constrói uma capela no ponto de maior aglomeração, à margem do riacho da "Prata", elevando seu status para povoado.
No dia 10 de março de 1885 torna-se Freguesia, em janeiro de 1891 torna-se Curato e 3 de fevereiro de 1891 torna-se Distrito de Paz. Com a lei nº 197 de 28 de agosto de 1893 , decretada pelo congresso legislativo do estado de São Paulo, cria-se o Município de São Pedro de Itararé, desvinculando-o do município de Itapeva (da Faxina). Em 31 de outubro do mesmo ano e feita a primeira eleição para a Câmara Municipal. No dia 8 de dezembro de 1897 passou a ser Paróquia. O prefeito só passou a surgir em 1908, sendo eleito anualmente pelos vereadores. Finalmente, pela lei nº 1887, de 8 de dezembro de 1922 foi definida como Comarca, contudo a cerimônia de instalação deu-se somente em 26 de fevereiro de 1923.
Durante a Revolução de 1930 quando Getúlio Vargas partiu de trem rumo a capital federal (então Rio de Janeiro), esperava-se que ocorresse uma grande batalha em Itararé, que não ocorreu pois a cidade acolheu Getúlio na estação ferroviária, permitindo sua entrada no Estado de São Paulo, e os militares depuseram o presidente Washington Luís em 24 de outubro daquele ano.
Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 foi uma das frentes de batalha, quando os paulistas consideravam que São Paulo estava sendo tratado como terra conquistada, sendo governada por tenentes de outros estados e sentiam, segundo eles, que a revolução de 1930 fora feita contra São Paulo.
Fonte: Wikipedia
Travessia do Rio Itararé: Margem Esqueda - Estado do Paraná - Margem Direita, São Paulo
Pedra da Galinha e Pedra do Camelo.
Itararé situa-se em uma área conhecida como Campos de São Pedro, que vai do rio Verde até o rio Itararé, que dá o nome ao município.
Itararé em tupi-guarani significa "pedra que o rio cavou", pois o rio Itararé corre em um leito rochoso que foi sendo desgastado pela correnteza formando altos paredões, grandes cachoeiras e belas grutas.
Inicialmente habitado por índios Guainazes, tornou-se ponto conhecido de bandeirantes, exploradores, jesuítas e estudiosos, firmando-se como um dos pontos de descanso dos tropeiros que convergiam do sul levando animais para a feira de Sorocaba pelo conhecido Caminho das Tropas.
A Barreira de Itararé, é o ponto onde o rio se estreita e suas margens se unem, o que fornecia aos viajantes uma passagem natural, evitando um rio caudaloso e perigoso de atravessar. O rio foi estabelecido como divisa entre as vilas de Sorocaba e Curitiba, então Quinta comarca de São Paulo, que com sua emancipação em 1853, tornou Província do Paraná, passando o rio Itararé a ser a divisa.
A organização do município teve início em 1725 com a doação de 3 sesmarias com o propósito de povoamento e desenvolvimento da agricultura e criação. As 3 propriedades acabaram na mão de um mesmo dono, que registrou a propriedade como "Fazenda de São Pedro" em 1836. Com o desmembramento constante da propriedade, no ano de 1879 um dos fazendeiros constrói uma capela no ponto de maior aglomeração, à margem do riacho da "Prata", elevando seu status para povoado.
No dia 10 de março de 1885 torna-se Freguesia, em janeiro de 1891 torna-se Curato e 3 de fevereiro de 1891 torna-se Distrito de Paz. Com a lei nº 197 de 28 de agosto de 1893 , decretada pelo congresso legislativo do estado de São Paulo, cria-se o Município de São Pedro de Itararé, desvinculando-o do município de Itapeva (da Faxina). Em 31 de outubro do mesmo ano e feita a primeira eleição para a Câmara Municipal. No dia 8 de dezembro de 1897 passou a ser Paróquia. O prefeito só passou a surgir em 1908, sendo eleito anualmente pelos vereadores. Finalmente, pela lei nº 1887, de 8 de dezembro de 1922 foi definida como Comarca, contudo a cerimônia de instalação deu-se somente em 26 de fevereiro de 1923.
Durante a Revolução de 1930 quando Getúlio Vargas partiu de trem rumo a capital federal (então Rio de Janeiro), esperava-se que ocorresse uma grande batalha em Itararé, que não ocorreu pois a cidade acolheu Getúlio na estação ferroviária, permitindo sua entrada no Estado de São Paulo, e os militares depuseram o presidente Washington Luís em 24 de outubro daquele ano.
Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 foi uma das frentes de batalha, quando os paulistas consideravam que São Paulo estava sendo tratado como terra conquistada, sendo governada por tenentes de outros estados e sentiam, segundo eles, que a revolução de 1930 fora feita contra São Paulo.
Fonte: Wikipedia
Travessia do Rio Itararé: Margem Esqueda - Estado do Paraná - Margem Direita, São Paulo
Pedra da Galinha e Pedra do Camelo.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Viagem de Cunha a Paraty - Estrada Real
Neste último final de semana (13 a 15 de agosto de 2011) percorremos a Estrada Real no trecho que liga Cunha (SP) à Paraty (RJ).
Essa estrada foi criada pela Coroa portuguesa no século XVII com a intenção de fiscalizar a circulação das riquezas e mercadorias que transitavam entre Minas Gerais - ouro e diamante - e o litoral do Rio de Janeiro - capital da colônia por onde saíam os navios para Portugal. O nome Estrada Real passou a aludir, assim, àquelas vias que, pela sua antiguidade e natureza oficial, eram propriedade da Coroa metropolitana.
Às margens dessa estrada nasceram inúmeros povoados, que mais tarde se transformarm em cidades, num total de 177, sendo 162 em Minas Gerais, 08 no Rio de Janeiro e 07 em São Paulo.
Com o fim do ciclo do outo e com a industrialização, o caminho ficou por muito tempo esquecido, o que ajudou na sua preservação, sendo hoje não só um atrativo turístico, como também uma verdadeira aula prática de história do Brasil.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Da Série "Meu Primeiro Jipe" Guincho! Como operá-lo com segurança
Por Fernando Pelegrini
Depois de adquirido o jipe, montada a caixa de ferramentas ideal e ter participado de algumas aventuras, não raras vezes, desperta o desejo de deixar a viatura ainda mais equipada. Por que não um guincho?
De diferentes marcas, modelos e preços, os guinchos são equipamentos de grande valia para o offroader que deseja aventurar-se com um pouco mais de segurança, visto que em muitas vezes, a remoção do veículo pela cinta de reboque torna-se inviável, por não dizer perigosa. Nessas horas, o guincho apresenta-se como a única solução capaz de superar o obstáculo com total segurança.
Contudo, não basta ter um guincho instalado na viatura. É essencial que o equipamento seja compatível com o peso e dimensões do veículo e esteja corretamente instalado, com fios e cabos dimensionados ao severo uso que exige.
Não raras vezes, faz-se necessária a instalação de fusíveis suplementares, bem como a substituição do conjunto alternador/bateria, para os casos de veículos mais antigos, que ainda apresentem suas configurações originais, como os Willys, por exemplo.
Equipamento adequado – decidido pela aquisição do equipamento, o próximo passo é escolher o guincho mais indicado para o seu tipo de viatura. Dentre as opções existentes, temos o Elétrico, mais usual no meio 4x4.
Este tipo de guincho, cuja capacidade pode variar entre 7.000 e 15.000 libras, conforme a marca pode ser instalado em qualquer tipo de viatura, seja nacional ou importada, independente de seu ano de fabricação, desde que respeitadas as configurações da parte elétrica, como anteriormente mencionado. Um guincho mal instalado poderá, além de não apresentar o desempenho esperado, causar aquecimento do sistema elétrico, curtos-circuitos e até incêndios. Suas principais vantagens em relação ao mecânico e hidráulico, são o menor custo; fácil instalação e a possibilidade de funcionamento mesmo com o motor desligado.
Mecânicos: conhecidos por sua robustez e durabilidade, são ligados diretamente na caixa de transferência do veículo, utilizando como força motriz o próprio conjunto motor/cambio/tomada de força do jipe. Indicados para veículos de porte médio a grande, preferencialmente movidos a óleo diesel. Sua instalação demanda alguma adaptação, já que nem todos os 4x4 possuem a tomada de força preparada para recebê-lo. Como desvantagem em relação ao elétrico, podemos citar a necessidade de adaptação, alto preço, além de não operar com o motor desligado;
Hidraulico: Ainda pouco difundido no meio 4x4, os guinchos hidráulicos, como os mecânicos necessitam do funcionamento do motor para trabalhar. Funciona a partir de uma bomba hidráulica, tal como a utilizada no sistema de direção. É comumente encontrado nos caminhões plataforma utilizados para remoção de veículos.
IMPORTANTE! Seja qual for o modelo escolhido, o guincho sempre deverá ter a capacidade de carga para, no mínimo, o dobro do peso da viatura.
Operação: cuidados e precauções
Antes de operar o guincho, leia atentamente o manual de instruções!
É altamente recomendável que o novo usuário do sistema de guincho faça alguns testes, como desenrolar e enrolar o cabo, antes do uso efetivo nas trilhas. Isso fará com que as duvidas ou dificuldades possam ser sanadas antes da real necessidade do uso.
Afinal, não será nada agradável encontrar-se com o jipe atolado até o pescoço e não saber qual botão apertar para ligar.
Ancoragem - Antes de esticar o cabo, o usuário deverá estudar o local e planejar o deslocamento do veiculo, já que quando guinchado, somente se deslocará em linha reta. Não adianta esterçar o volante. Se a ancoragem for feita em uma árvore, deverá ser feita próximo ao solo e com o auxilio de uma cinta de reboque em torno do tronco, pois o cabo de aço certamente causará danos à mesma, dificultando ainda sua retirada.
Ao manusear o cabo de aço, utilize sempre luvas de raspa de couro, já que o cabo pode soltar farpas causando ferimentos desnecessários.
Após esticar o cabo e antes de iniciar a tração, deve-se colocar sobre o mesmo um peso, podendo ser um galho de arvore ou mesmo os tapetes do veículo, evitando-se que, em caso de ruptura do cabo, a metade ligada ao jipe volte como um chicote em sua direção causando estragos e ferimentos.
Em condições extremas, poderá ser deixado o capô do motor aberto, funcionando como uma espécie de escudo contra a chicotada no pára-brisas.
Lembre-se: Ao operar o guincho, não permita que curiosos permaneçam próximo à linha de ação do chicote, em caso de ruptura do cabo. Mantenha as mãos longe dos roletes e do carretel.
Durante o guinchamento, se possível, auxilie com a tração do próprio veículo, não deixando todo o esforço a cargo do equipamento. Com isso, você aumentará sua vida útil.
Patescas: Finalmente, como ferramenta adicional, poderá ser utilizada a patesca, espécie de polia que duplica a força do guincho, reduzindo, contudo, sua velocidade de tração.
Agora que você aprendeu um pouco mais sobre a operação de seu novo equipamento e leu atentamente as orientações do fabricante, aproveite a próxima trilha para por em prática seus conhecimentos.
Boa trilha!
Jipes com o guincho em ação.
Imagens: Esquadrao da Lama. Todos os direitos reservados.
Depois de adquirido o jipe, montada a caixa de ferramentas ideal e ter participado de algumas aventuras, não raras vezes, desperta o desejo de deixar a viatura ainda mais equipada. Por que não um guincho?
De diferentes marcas, modelos e preços, os guinchos são equipamentos de grande valia para o offroader que deseja aventurar-se com um pouco mais de segurança, visto que em muitas vezes, a remoção do veículo pela cinta de reboque torna-se inviável, por não dizer perigosa. Nessas horas, o guincho apresenta-se como a única solução capaz de superar o obstáculo com total segurança.
Contudo, não basta ter um guincho instalado na viatura. É essencial que o equipamento seja compatível com o peso e dimensões do veículo e esteja corretamente instalado, com fios e cabos dimensionados ao severo uso que exige.
Não raras vezes, faz-se necessária a instalação de fusíveis suplementares, bem como a substituição do conjunto alternador/bateria, para os casos de veículos mais antigos, que ainda apresentem suas configurações originais, como os Willys, por exemplo.
Equipamento adequado – decidido pela aquisição do equipamento, o próximo passo é escolher o guincho mais indicado para o seu tipo de viatura. Dentre as opções existentes, temos o Elétrico, mais usual no meio 4x4.
Este tipo de guincho, cuja capacidade pode variar entre 7.000 e 15.000 libras, conforme a marca pode ser instalado em qualquer tipo de viatura, seja nacional ou importada, independente de seu ano de fabricação, desde que respeitadas as configurações da parte elétrica, como anteriormente mencionado. Um guincho mal instalado poderá, além de não apresentar o desempenho esperado, causar aquecimento do sistema elétrico, curtos-circuitos e até incêndios. Suas principais vantagens em relação ao mecânico e hidráulico, são o menor custo; fácil instalação e a possibilidade de funcionamento mesmo com o motor desligado.
Mecânicos: conhecidos por sua robustez e durabilidade, são ligados diretamente na caixa de transferência do veículo, utilizando como força motriz o próprio conjunto motor/cambio/tomada de força do jipe. Indicados para veículos de porte médio a grande, preferencialmente movidos a óleo diesel. Sua instalação demanda alguma adaptação, já que nem todos os 4x4 possuem a tomada de força preparada para recebê-lo. Como desvantagem em relação ao elétrico, podemos citar a necessidade de adaptação, alto preço, além de não operar com o motor desligado;
Hidraulico: Ainda pouco difundido no meio 4x4, os guinchos hidráulicos, como os mecânicos necessitam do funcionamento do motor para trabalhar. Funciona a partir de uma bomba hidráulica, tal como a utilizada no sistema de direção. É comumente encontrado nos caminhões plataforma utilizados para remoção de veículos.
IMPORTANTE! Seja qual for o modelo escolhido, o guincho sempre deverá ter a capacidade de carga para, no mínimo, o dobro do peso da viatura.
Operação: cuidados e precauções
Antes de operar o guincho, leia atentamente o manual de instruções!
É altamente recomendável que o novo usuário do sistema de guincho faça alguns testes, como desenrolar e enrolar o cabo, antes do uso efetivo nas trilhas. Isso fará com que as duvidas ou dificuldades possam ser sanadas antes da real necessidade do uso.
Afinal, não será nada agradável encontrar-se com o jipe atolado até o pescoço e não saber qual botão apertar para ligar.
Ancoragem - Antes de esticar o cabo, o usuário deverá estudar o local e planejar o deslocamento do veiculo, já que quando guinchado, somente se deslocará em linha reta. Não adianta esterçar o volante. Se a ancoragem for feita em uma árvore, deverá ser feita próximo ao solo e com o auxilio de uma cinta de reboque em torno do tronco, pois o cabo de aço certamente causará danos à mesma, dificultando ainda sua retirada.
Ao manusear o cabo de aço, utilize sempre luvas de raspa de couro, já que o cabo pode soltar farpas causando ferimentos desnecessários.
Após esticar o cabo e antes de iniciar a tração, deve-se colocar sobre o mesmo um peso, podendo ser um galho de arvore ou mesmo os tapetes do veículo, evitando-se que, em caso de ruptura do cabo, a metade ligada ao jipe volte como um chicote em sua direção causando estragos e ferimentos.
Em condições extremas, poderá ser deixado o capô do motor aberto, funcionando como uma espécie de escudo contra a chicotada no pára-brisas.
Lembre-se: Ao operar o guincho, não permita que curiosos permaneçam próximo à linha de ação do chicote, em caso de ruptura do cabo. Mantenha as mãos longe dos roletes e do carretel.
Durante o guinchamento, se possível, auxilie com a tração do próprio veículo, não deixando todo o esforço a cargo do equipamento. Com isso, você aumentará sua vida útil.
Patescas: Finalmente, como ferramenta adicional, poderá ser utilizada a patesca, espécie de polia que duplica a força do guincho, reduzindo, contudo, sua velocidade de tração.
Agora que você aprendeu um pouco mais sobre a operação de seu novo equipamento e leu atentamente as orientações do fabricante, aproveite a próxima trilha para por em prática seus conhecimentos.
Boa trilha!
Jipes com o guincho em ação.
Imagens: Esquadrao da Lama. Todos os direitos reservados.
Assinar:
Postagens (Atom)








